Endometriose

É uma doença que acomete entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva.

No que ela consiste? Dentro do útero há um tecido chamado “endométrio”. Com a menstruação ele descama. É neste período menstrual que o endométrio pode se deslocar para trompa, ovário ou alças do intestino. Ou seja, o tecido endometrial cresce fora do útero, podendo provocar um processo inflamatório que, com o tempo, pode impactar a saúde da mulher.

A endometriose está ligada ao ciclo menstrual e os hormônios que fazem a menstruação acontecer, sendo o estrogênio do corpo que alimenta a doença.

Como fatores de risco pode-se considerar:

  • a idade – mulheres de 30 a 40 anos
  • genética (mãe, irmã que apresentaram a doença
  • período menstrual com duração superior a 7 dias ou ciclos menstruais inferiores a 27 dias.

Outros pontos que têm sido estudados referem-se ao fato de a endometriose tem o comportamento de uma Doença Auto-Imune, quando o sistema imunológico do corpo ataca e danifica seu próprio tecido; ou uma doença de imunodeficiência secundária, quando o sistema imunológico é comprometido por fatores externos, tais como vírus, excesso de estrogênios no corpo, quimioterapia, toxinas e poluição.

De acordo com a Associação de Endometriose dos Estados Unidos, pode haver uma relação entre a exposição à dioxina (TCCD) – um subproduto químico tóxico, xenoestrogénos da fabricação de pesticidas e o desenvolvimento da endometriose.

Um grupo de pesquisadores liderado por Stacey Missmer, da Universidade de Harvard, examinou a literatura científica existente para analisar as evidências atuais sobre o risco de doenças crônicas em mulheres com endometriose, tais como hipotireoidismo, fibromialgia, síndrome de fadiga crônica, câncer (ovário, mama e pele melanoma), doenças auto-imunes, asma e doenças cardiovasculares, conforme aponta a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Biologia.

Quero chamar a atenção para as auto-imunes: mulheres com endometriose tem maior risco de desenvolver doenças como lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren, esclerose múltipla, artrite reumatoide, doenças inflamatórias intestinais (como a doença de Crohn e colite ulcerativa) e doença celíaca.

Considerando que tantas mulheres com endometriose sofrem de outros problemas de saúde graves também, isso indica que a causa “raiz” – digamos assim, é oriunda de um sistema imunológico comprometido .

Com base no comportamento da endometriose de doença autoimune, remover comidas que tenham propriedades inflamatórias e elevar os níveis de vitamina D são medidas que auxiliam no processo de tratamento. No caso de pacientes em estágios avançados, em que há indicativo de remoção cirúrgica do foco da doença, a nutrição adequada auxilia de forma a que a inflamação não retorne.

A endometriose, diferentemente da S.O.P. – que falaremos na segunda-feira, pode ter conexão com alimentos inflamatórios. Enquanto a S.O.P. tem sua origem metabólica, podendo ser ativada por carboidratos, açúcar e farinha refinadas, que contribuem para desregular o ovário.

Embora em muitos casos seja assintomática, a endometriose pode causar dor pélvica ou infertilidade.

Entre os sintomas da endometriose temos:

• Dor antes e durante ciclos menstruais
• Dor durante relações sexuais
• Infertilidade
• Fadiga
• Dor ao fazer xixi durante os períodos
• Outros distúrbios gastrointestinais, como diarreia, constipação, náusea.

Como lidar com a endometriose?

Quando falamos em endometriose é possível compreender que há uma interação complexa nos mecanismos de defesa do organismo da mulher para impedir que ocorra a doença.

E, tendo a endometriose um comportamento de doença autoimune, é benéfico mudar os hábitos de vida, com base numa alimentação isenta de produtos inflamatórios, aliada à prática de atividades físicas, inclusive yoga por exemplo.

Com isso, é possível reestabelecer a fisiologia do organismo.

Assim, quando falamos de sistema imunológico e reforçar suas defesas com base naquilo que consumimos, já nos deve acender o alerta de que excluir os industrializados (com seus corantes, conservantes e etc.), açúcar refinado, farinha branca, refrigerantes, glúten (sim, é um alimento que pode ser inflamatório), gordura hidrogenada ou trans.  Procure consumir vegetais verdes, como o espinafre, alface etc., crucíferos, como repolho, brócolis; sementes de linhaça; legumes; frutas secas e sementes.

Você pode reduzir os sintomas da endometriose com uma alimentação mais regrada, como é o caso da exclusão de alimentos inflamatórios e apostar em folhas, vegetais e frutas (orgânicos), ovos caipiras, peixes marinhos de pequeno porte (Tainha, Robalo, Anchova, Pescada), castanhas e outras nozes, quinoa, arroz integral, lentilha, grão de bico, óleo de coco, azeite de oliva e muita água.

Além disso, nutrientes à base para imunidade, regulação hormonal, controle de cólicas e humor é uma boa opção, portanto invista em alimentos ricos em vitamina B6; Selênio; Zinco; Magnésio; Cálcio; Ômega 3; Vitamina A, C, D2, E e Ferro.

Mudanças no estilo de vida, incluindo o que você come e o quanto de atividade física você pratica, podem ter impacto na menstruação.

Por conta do estrogenismo, que consiste no excesso do estradiol, pode ser indicado como conduta terapêutica a introdução da progesterona isomolecular como forma de reduzir o excesso de estrógeno. Isso porque, por conta da endometriose muitas vezes ocorre de a mulher apresentar déficit de progesterona no organismo.

Mas, como reestabelecer isto?

A progesterona é um hormônio produzido naturalmente no organismo da mulher, que desempenha um papel na manutenção do ciclo menstrual feminino, gravidez e desenvolvimento humano. Durante o ciclo menstrual, o estrogênio estimula o crescimento do endométrio, que é o revestimento interno do útero. Após a ovulação, a progesterona secretada pelos ovários inibe o crescimento do endométrio e estimula a remodelação do tecido.

Como a endometriose é uma condição em que o endométrio cresce em lugares fora do útero, a terapêutica com progesterona tem sido usada para tratar a doença, sendo a progesterona isomolecular– ou seja, que possui a estrutura molecular idêntica à produzida pelo organismo humano, uma boa indicação nestes casos com fins terapêuticos.

Procure seu médico!

Anticoncepcionais

E lá vamos nós para um dos assuntos mais polêmico ultimamente.

‪Embora haja uma mudança na percepção quanto aos riscos do contraceptivo hormonal ao organismo feminino em detrimento de algum possível benefício, ainda há muito a se caminhar neste assunto.

‪Com o uso da pílula, saúde física e mental, ambas, podem ser impactadas. Um estudo publicado no Jama Psychiatry (nov. de 2016) verificou que o uso de contracepção hormonal tem como potencial efeito adverso um diagnóstico de depressão.

‪Há ainda um outro viés. É notório que a pílula, do seu conceito outrora libertador, transformou-se em sinônimo de escravidão para muitas mulheres.

A visão de métodos contraceptivos tem mudado, isso é verdade e, agora, há uma compreensão de que além das mulheres, os parceiros devem compartilhar da responsabilidade. ‪Até porque sabemos que o anticoncepcional está longe de ser o único meio de prevenir uma gravidez, assim como a gestação está bem distante de ser o único motivo que deve levar a cuidados na hora do sexo, afinal há as doenças sexualmente transmissíveis.

‪Entendam que contracepção é um termo empregado para métodos que impeçam a gravidez: pílula é apenas um deles. Há opções de métodos isentos destes hormônios sintéticos como camisinha, DIU.

‪A chamada “pílula anticoncepcional” pode ser considerada uma bomba de hormônios artificiais (sintéticos) femininos.

‪Entre os principais efeitos negativos dá pílula podemos citar:

  • redução da libido (devido à baixa da testosterona)
  • aumento de peso
  • dificuldade em se obter massa magra
  • celulite e flacidez
  • aumento da pressão arterial
  • diabetes gestacional
  • trombose venosa
  • câncer (como de mama ),
  •  risco de formação coágulos que podem levar a doenças degenerativas
  • AVC
  • osteoporose
  • trombose venosa cerebral

‪Alguns estudos também apontam que o uso de anticoncepcional combinado com o tabagismo aumenta em até oito vezes o risco de acidente cardiovascular (AVC), pois o sangue de fumantes é mais propenso a formação de coágulos.

Então sempre converse com seu médico antes de decidir qualquer coisa!

 

 

 

Os 10 surpreendentes benefícios que você terá ao excluir o açúcar da sua dieta.

Além do emagrecimento em si, muitos outros benefícios podem ser alcançados ao diminuir ou eliminar o consumo de açúcar. Alguns são realmente surpreendentes:

  1. Redução da pressão arterial e triglicérides, o açúcar é o verdadeiro vilão das doenças cardíacas.
  2. Diminuição dos radicais livres no organismo o que colabora e muito para uma aparência mais jovem!
  3. Melhora a imunidade, ou seja, menor incidência de doenças. Você conhece alguém que vive resfriado, por exemplo?
  4. Diminui a ansiedade e está diretamente relacionado à depressão e outros distúrbios como a síndrome do pânico. Será que é por acaso que os números de casos de depressão só aumentam?
  5. Diminui a probabilidade do desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. Também aqui não é por acaso que essas doenças tem afetado cada vez mais pessoas e cada vez mais cedo.
  6. Diminui a incidência de dores de cabeça e enxaqueca.
  7. Melhora a concentração, diminui a fadiga e aumenta a aprendizagem.
  8. Protege seu organismo e intestino da propagação de parasitas e fungos.
  9. Diminui a fermentação e acidez estomacal.
  10. Melhora da artrite, osteoartrose e fibromialgia pois o açúcar é um dos causadores e responsáveis pela piora dos estados inflamatórios.

E não para por aí …

  1. O açúcar é um agente acidificante do organismo e é sabido que células cancerígenas precisam deste ambiente para se proliferar.

A ausência de açúcar na dieta (dieta cetogênica) é um dos mais comentados tratamentos nutricionais para pessoas com câncer. De acordo com o pesquisador da universidade de Harvard e chefe do Beth Israel Deaconess Cancer Center, Lewis Cantley, ⅓ dos tipos de câncer, incluindo os mais comuns como mama e cólon, apresentam receptores de insulina em sua superfície de modo que a insulina se liga a esses receptores estimulando as células cancerosas a se “alimentar” de glicose.

Vale a pena ficar longe do açúcar, não vale?

Instestino: o segundo cérebro!

 

Quem nunca sentiu um “nó no estômago” por estar ansioso ou teve “borboletas no estômago” ao ver a pessoa amada? Não é apenas uma metáfora. Sinais como esses mostram que existe uma relação importante entre o cérebro e o sistema digestivo.

Quem não cuida do sistema digestivo estará mais propenso a estresse, irritação, depressão, cansaço, ganho de peso. Enfim, é uma pessoa menos saudável!

O chamado “segundo cérebro” encontra-se no do sistema digestivo, sendo formado pelo sistema nervoso entérico. Ele é formado por milhões de neurônios localizados na parede do tubo digestivo, sendo responsável por cerca de 95% da produção e concentração de serotonina, o hormônio do bem-estar. A melatonina, que age durante o sono, é outro hormônio produzido pelas células intestinais.

A ligação direta entre o “cérebro da cabeça” e o “cérebro do intestino” é real e se faz por meio dos neurotransmissores, como a serotonina, e por estímulos nervosos, via nervo vago. Isso explica por que sentimos tanto incômodo devido a problemas digestivos. A palavra “enfezado”, por exemplo, é bastante representativa da impaciência que sentimos quando estamos com o intestino preso. “A flora intestinal, isto é, os micro-organismos presentes no nosso intestino, também têm ligação direta com nosso cérebro.

Situações de síndrome do intestino irritável e doenças inflamatórias intestinais também estão ligadas ao tipo de bactéria presente nos intestinos. A síndrome do cansaço crônico também parece ter relação direta com a composição da flora intestinal, de acordo com alguns estudos. Muitas pessoas que passam por cirurgias para redução de peso, como a cirurgia bariátrica, podem sofrer de sintomas digestivos cronicamente relacionados à mudança na flora intestinal.

Os indivíduos com desordens intestinais padecem de mais estresse, ansiedade e depressão. Como resultado desse desequilíbrio no humor, muitos acabam comendo mais e preferindo alimentos gordurosos e açucarados, para sentirem aquela sensação de prazer após um chocolate, por exemplo. Isso acaba se refletindo no peso, que aumenta constantemente, acumulando-se principalmente na região da cintura.

A fórmula para possuir corpo saudável e mente sã é lembrar-se dos cuidados com o cérebro intestinal, fornecendo bons combustíveis para seu funcionamento. Uma alimentação composta por frutas, legumes, cereais integrais e muita fibra é essencial no processo – sempre evitando alimentos açucarados, frituras, produtos refinados e industrializados, repletos de conservantes, corantes e outros compostos químicos que confundem os neurotransmissores. Aliar exercícios físicos à boa alimentação é a combinação perfeita para o pleno funcionamento do intestino, pois são os músculos que ativam nosso metabolismo.

A mastigação é essencial no processo de emagrecimento e no tratamento de desordens digestivas. Quem mastiga mal, digere pior os alimentos, tem pior flora intestinal, além de sofrer mais com sintomas como azia e refluxo. Comer mais rápido e em maior quantidade significa, também, ganho de peso.

Focar apenas no tipo dos alimentos ingeridos não é suficiente. É preciso enfatizar a importância da mastigação correta para ter um sistema digestivo mais saudável. Levar no mínimo 20 minutos para comer é o indicado, para que sejam produzidos os hormônios da saciedade.

Vale lembrar que o estômago não possui dentes: sendo assim, engolir o alimento mal mastigado traz sintomas desagradáveis após as refeições.

Beijos.

Dia Mundial da Osteoporose

No dia 20 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Osteoporose. Esta é uma data com o intuito de chamar a atenção sobre a doença, que só no Brasil atinge cerca de dez milhões de pessoas segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a osteoporose como uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição lenta e progressiva da massa óssea e deterioração microestrutural do tecido ósseo, ou seja, pode comprometer diversos ossos do corpo tornando-os porosos, com consequente aumento da fragilidade óssea e mais propenso a fraturas mesmo nos mínimos esforços.

Os idosos são os mais acometidos com a doença, principalmente as mulheres pós-menopausa, tem a característica de ser uma doença silenciosa, comprometendo o diagnóstico.

As primeiras manifestações surgem quando existe perda de 30 a 40 % da massa óssea, com os sintomas de dores crônicas, deformidades, dificuldade de locomoção e das atividades da vida diária e as fraturas.

As origens da osteoporose são desconhecidas, há evidências de que a perda óssea resulte do desequilíbrio entre a reabsorção e a formação óssea devido a influência de possíveis fatores de risco, como, idade avançada, histórico familiar, raciais, imobilização, dieta pobre em cálcio e vitamina D, fumo, álcool, vida sedentária e deficiência hormonal.

Outro dado da IOF revela que a cada três indivíduos com fratura no quadril, um sofre de osteoporose, e os locais mais comuns são coluna, punho, braço e quadril e a maior causa são as quedas.

A prevenção ainda é o melhor caminho. Praticar atividades físicas, ter uma boa alimentação, largar os vícios, fazer exames periódicos a fim de detectar alguma deficiência. E importante que todos os profissionais trabalhem juntos realizando uma boa avaliação do paciente visando à qualidade de vida e elaborando um tratamento com base nas necessidades do indivíduo.

Beijos.

 

A história é sempre a mesma com todos: você nota algo diferente com sua saúde e vai procurar o médico especialista para saber como tratar. Por exemplo, uma dor no peito e você corre para o cardiologista, uma mancha na pele e você voa para o dermatologista. O médico solicita exames e prescreve um remédio para tratar o seu sintoma, dá um tchau e pede para retornar com a intenção de saber se o problema sumiu. Se desapareceu, então o medicamento funciona e está tudo certo.

Se persiste ou piora, uma droga mais forte é prescrita ou mais exames são feitos para tentar concluir algo (na pior das hipóteses tudo é em vão porque não há diagnóstico correto para o problema).

Há pessoas que vão tomando um remédio atrás do outro (geralmente para tratar o efeito colateral de um remédio anterior) para o resto das suas vidas! Você já passou por isso ou pelo menos tem familiares e amigos que passaram por esse martírio de consultas (e longas esperas), exames (mais tempo gasto), farmácias (mais dinheiro saindo do seu bolso) e remédios (com efeitos colaterais).

Percebeu que a medicina só trata o sintoma, o efeito? Aí você chega a conclusão óbvia que o certo é tratar as causas para não ter nenhuma doença.

É tão simples mas não é assim que funciona, infelizmente.

Existem regiões na China onde os médicos são pagos apenas quando seu paciente está saudável. Se surgir alguma doença eles não recebem nada porque não fizeram seu trabalho direito. A função principal do médico é deixar seu paciente saudável. Então, se ele faz sua função direitinho, recebe. Se surge alguma doença, não recebe.

Agora pense o que acontece com você:

  • Se você está cheio de vida e com saúde, os médicos estão ganhando algo?
  • Os médicos vivem às custas da sua saúde ou da sua doença?
  • Os laboratórios que fabricam medicamentos dependem de pessoas saudáveis ou doentes?

Calma, há soluções para esses dilemas e pessoas do bem dispostas em realmente oferecer saúde e prevenção, indo contra a indústria da doença.

Sou médica e curiosa sobre saúde e venho estudando tudo o que sai sobre hábitos saudáveis. Sou minha própria cobaia, seguindo o lema “não acredite em nada, faça suas experiências pessoais”. Já achei que pão integral com queijo branco e peito de peru era saudável. Uma dica: fuja de todos eles! Também achei que gordura e colesterol faziam mal. Mais um mito que absorvemos sem questionar.

Aí me aprofundei nas áreas da nutrologia, nutrigenética, nutrigenômica, medicina antienvelhecimento ou terapia do envelhecimento saudável para reverter esse quadro e mostrar as verdades escondidas sobre saúde, baseadas em ciência e estudos atualizados.

Uma nova área da medicina focada em qualidade de vida!

Vou explicar brevemente sobre este ramo da medicina e por que você deve se consultar com um bom profissional atualizado (que sempre está estudando as novas evidências) o quanto antes.

O que é Nutrologia e Terapia Antienvelhecimento?

Antes de mais nada, vou esclarecer que talvez você encontre médicos e associações atacando as áreas de nutrologia e terapias antienvelhecimento, dizendo que são procedimentos não comprovados, que causam câncer, etc. Tudo balela!

Mas não acredite em mim por enquanto, com o tempo você vai conhecendo melhor e saber o motivo destes ataques desonestos motivados por interesses obscuros.

PS: Aproveitando, indico os livros Remédios Que Curam: Remédios Que Matam (Artur Lemos) e A Verdade Sobre os Laboratórios Farmacêuticos (Marcia Angell) para fazer seus próprios questionamentos sobre o assunto.

Vamos para a parte boa!

Nutrologia é a área que estuda os benefícios e malefícios causados pela ingestão dos nutrientes, com o objetivo de manter a saúde e reduzir o risco de doenças.

Nutrigenética é a ciência que relaciona a nutrição com a genética e com o funcionamento metabólico.

Nutrigênomica estuda como alimentos e nutrientes ingeridos influenciam o genoma. conhecendo a influência da dieta na estrutura e expressão dos genes ao longo do tempo.

Medicina antienvelhecimento (ou terapia do envelhecimento saudável), conhecida no mundo todo como Anti-Aging Medicine, tem o objetivo de pesquisar, detectar, prevenir e tratar doenças que surgem com o envelhecimento, através de métodos e protocolos que retardam e otimizam o processo de envelhecimento.

(Vale lembrar que não é só para idosos apesar do termo “envelhecimento”, vale para qualquer pessoa que deseja otimizar sua saúde.)

Apesar das definições acima serem um pouco diferentes, podemos dizer que são “farinhas do mesmo saco” (inclui também a medicina ortomolecular). São áreas da medicina que querem deixar você saudável, tratando seu corpo por inteiro antes que qualquer doença apareça.

A tão sonhada PREVENÇÃO que todos querem!

Foco na saúde e não na doença, assim como nossos queridos médicos chineses que descrevemos acima.

Em resumo, a base dessas novas práticas médicas são:

  • Nutrição e Suplementação: uma alimentação adequada e uso de suplementos (vitaminas, nutrientes, etc) são fundamentais para abastecer seu corpo com os melhores “combustíveis” para sua saúde.
  • Gestão do estresse: o aumento do estresse afeta negativamente sua saúde, isso porque nesta situação seu corpo libera o hormônio cortisol que prejudica diversas funções no organismo. Portanto saber controlar as fontes de estresse é fundamental para prevenir e manter a saúde.
  • Exercícios Físicos: a importância da atividade física é bem conhecida, porém existem maneiras corretas de praticar os exercícios e obter melhora na saúde. Não basta apenas caminhar, por exemplo. É preciso aprender e realizar os programas de treinamento ideais para otimizar sua saúde.
  • Modulação Hormonal: nossos hormônios começam a cair a partir dos 30 anos e as consequências destes baixos níveis são uma série de distúrbios. Por isso é necessário verificar o nível dos seus hormônios (testosterona, estrogênio, progesterona, melatonina, DHEA, cortisol, vitamina D3, entre outros) e fazer um equilíbrio a partir da suplementação hormonal.

Ah, antes que você se pergunte “Mas hormônio não causa câncer e outros problemas?”: grande MITO!

Eu devo começar quando?

Se você tem algum desses sintomas ou doenças abaixo, já deveria ir hoje mesmo!

  • Obesidade
  • Diabetes
  • Hipertensão
  • Problemas cardíacos
  • Sistema imunológico fraco
  • Cansaço
  • Perda de memória
  • Queda do desejo sexual (libido)
  • Depressão
  • Osteoporose
  • Insônia e problemas de sono
  • Perda de concentração
  • Baixa auto estima
  • Alteração de humor
  • Irritabilidade
  • Flacidez muscular e redução da massa muscular
  • Queda de cabelos e pelos

Ou qualquer outro problema de saúde que queira eliminar ou prevenir para ter uma vida de qualidade e longe de medicamentos, hospitais e todo esse caos.

Benefícios

  • Redução na gordura corporal
  • Maior perda de peso
  • Maior massa muscular
  • Maior desempenho físico
  • Sistema imunológico fortalecido
  • Maior libido e vigor sexual
  • Melhora na função mental
  • Melhora na memória
  • Melhoria no sono
  • Melhora da pressão arterial
  • Eliminação de estresse
  • Melhoria dos sintomas da menopausa, TPM, entre outros
  • Melhoria das rugas e flacidez da pele
  • Revitalização do cabelo e unhas
  • Melhor no humor e energia mental
  • Eliminação da fadiga e depressão

Suplementos Essenciais 

Calma! Suplemento que eu digo NÃO é somente Whey Protein, BCAA e outros contidos naqueles potes gigantes.

Como a própria palavra define, suplementar é complementar, acrescentar nutrientes na sua alimentação. Só com a comida não é possível conseguir todos os nutrientes e vitaminas necessários, por isso existem os suplemento

Recomendações para seu dia-a-dia

  • Siga uma alimentação adequada e vá criando esse hábito naturalmente.
  • Tenha um sono reparador
  • Faça exercícios físicos que funcionem.
  • fazer para exercitar seu corpo de forma inteligente.
  • Tome sol sempre que possível para a produção natural de Vitamina D3, um importantíssimo hormônio para seu corpo.
  • Pode ser meditação ou técnicas de respiração e relaxamento.
  • Reduza o stress ao máximo possível. Há um aumento do hormônio cortisol sempre que há stress o que prejudica a imunidade, produção de outros hormônios e outros efeitos prejudiciais.
  • Faça modulação hormonal com um médico especialista.

Conclusão 

Existe uma medicina preventiva que tem como objetivo te deixar saudável, baseada em ciência atualizada.

Para uma boa saúde e prevenção de doenças, você precisa basear sua vida em uma alimentação e suplementação adequadas, um programa de exercícios físicos, controlar o estresse e realizar modulação hormonal se for necessário para manter o equilíbrio do seu corpo.

Os benefícios do tratamento desta medicina preventiva trazem qualidade para sua vida para não ter que se preocupar com o surgimento de doenças atrás de doenças.

Comece aos poucos mas comece.

Beijos

Em quadros de depressão ou ansiedade , cada um reage de uma maneira: há quem coma muito, há quem não consiga comer. O fato é que, independente do seu comportamento diante da comida, não há como viver sem ela. E os alimentos podem ser grandes aliados ou grandes inimigos da sua recuperação por causa da forma como se comportam no nosso organismo e as reações que promovem em nosso metabolismo e na nossa química cerebral.

Saiba quais são  os principais vilãos para poder evitá-los!

1) Açúcar

Os açúcares refinados não apenas depletam o corpo dos nutrientes essenciais como também torna a glicemia uma verdadeira montanha russa. Isso pode prejudicar o seu sistema endócrino, provocando as conhecidas sensações de ansiedade, humor depressivo e falta de energia.

Uma vez que as suas glândulas endócrinas estão desequilibradas ou foram afetadas de alguma forma, é bastante comum que haja um aumento de momentos de ansiedade e uma queda na produção de hormônios sexuais – e consequentemente, diminuição de libido.

Além disso, o consumo de açúcar pode aumentar as chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares justamente por afetarem a glicemia e impedir a absorção de nutrientes essenciais para a manutenção da saúde. O açúcar também é conhecido por “alimentar” as células cancerígenas. Por isso, corra dos açúcares – em especial os refinados! Se você conseguir manter uma alimentação lowcarb, mais estável emocionalmente você vai ficar e melhor será a recuperação da sua saúde mental (e física também, consequentemente).

 

2) Glúten

Muitas pessoas que sofrem de depressão e ansiedade sofrem também de disbiose intestinal. Como já mencionei ali em cima, o eixo cérebro-intestino é muito mais complexo e importante do que podemos imaginar!

A disbiose intestinal é quando o seu intestino está totalmente fora de ordem, com a microbiota enfraquecida e “invertida”: neste caso, há mais bactérias ruins do que boas no seu intestino e elas ficam ali, liberando toxinas que serão espalhadas pelo seu corpo todo, inflamando não só o trato intestinal como também os tecidos que tiverem contato constante com essas toxinas.

Uma vez que o intestino está inflamado, não é possível absorver os nutrientes da maneira adequada pra manter o equilíbrio interno do corpo. E o glúten colabora pra desenvolver ou piorar esse quadro nada animador, uma vez que ele favorece que o intestino se torne permeável porque ele, o glúten, pode estimular as células a liberarem zonulina (uma proteína que pode quebrar as junções fortes do tecido intestinal).

Quando você tem uma alimentação em que o glúten está presente (direta e indiretamente, nos alimentos com contaminação cruzada, tipo a aveia e algumas marcas de polvilho, por exemplo) e ainda soma a isso fatores como stress, inflamações e até mesmo infecções, o seu intestino é o primeiro a padecer. E com ele, o cérebro padece junto.

Aliás, já há estudos que relacionam a disbiose intestinal, a sensibilidade e a intolerância ao glúten com baixos níveis de serotonina – que é um neurotransmissor “anti-depressivo” que ajuda a reduzir a ansiedade e a regular o humor naturalmente.

3) Cafeína

A cafeína estimula as glândulas adrenais (localizadas acima dos rins), que, entre outras funções, mandam sinais excitatórios ao cérebro para que o corpo se prepare pra lutar ou fugir, garantindo a sua sobrevivência.

Doses excessivas e diárias de café estimulam constantemente essa glândulas e, com isso, chegamos a um quadro de fadiga adrenal – o que também provoca um efeito dominó bem ruim no seu sistema endócrino, afetando consequentemente seu sistema nervoso e também o trato gastrointestinal (e já sabemos também que o eixo cérebro-intestino é um regulador importante do nosso bem-estar físico e também emocional!).

Com o sistem endócrino cansado, o corpo todo fica exausto também e aí você não consegue lidar tão bem com o stress (de qualquer tipo) como conseguiria normalmente. Então, seu humor fica instável, você fica triste e/ou irritado com facilidade, a qualidade do seu sono cai absurdamente e, no final das contas, fica difícil até acordar e levantar da cama.

4) Gorduras (as ruins)

A grande maioria dos alimentos industrializados e fast food trazem altas concentrações das gorduras que não queremos no nosso organismo e que vão afetar nosso sistema endócrino também. Falo da tal “gordura trans” (ou gordura hidrogenada vegetal), que vem nos óleos vegetais processados como: óleo canola, óleo de soja, óleo de milho, óleo de girassol… Isso sem falar na margarina, né?

Já as gorduras ditas “boas” são grandes aliadas na recuperação do sistema endócrino, porque ajudam no transporte de hormônios e neurotransmissores. Isso sem falar que nossos neurônios são recobertos por uma camada lipídica e precisam dessa proteção pra se manterem funcionais. Nesse caso, estamos falando dos abacates, das nuts, do óleo de azeite extra virgem, do óleo de palma, do óleo e da manteiga de coco, das carnes animais (em especial se forem orgânicas, de animais criados livres e sem uso de antibióticos ou esteróides), óleos de peixes, os produtos lácteos fermentados e “gordos” (queijos amarelos e iogurtes integrais, por exemplo) e por aí vai. Por isso, a adoção da dieta Paleo e da Low Carb High Fat é uma bela forma de se manter saudável em vários aspectos!

5) Soja

Por mais que a soja seja vendida como um “alimento do bem” e “natural”, em especial aos vegetarianos e às mulheres na fase da menopausa, estamos falando de um alimento transgênico altamente afetado por agrotóxicos e pesticidas, que também é um disrruptor endócrino e de um alimento que aumenta a produção de estrogênio no nosso corpo devido à presença das isoflavonas.

Mas a influência da soja sobre quadros de ansiedade e depressão acontece porque ela suprime a tireóide e prejudica a absorção de iodo, ferro e zinco – minerais que são super importantes para a manutenção do sistema endócrino e do sistema imunológico.

Além disso, devido aos fitatos (fator anti-nutricional), a soja se torna um alimento que prejudica a digestão e, consequentemente, a absorção de seus nutrientes e dos nutrientes de outros alimentos, além de ter potencial inflamatório.

 

Além dos cuidados com a sua alimentação, cuide do seu estilo de vida como um todo para que tudo trabalhe a seu favor e não contra a sua recuperação: melhore a qualidade do seu sono, controle o stress, cuide das suas inflamações (não é porque você não vê que elas não estão lá, certo?), mantenha regulares os seus treinos e atividades físicas, reduza o álcool e elimine o cigarro e, claro, cuide da sua cabeça com a ajuda da terapia!

Com vocês, a palavra:

  • Vocês já passaram ou passam por crises de ansiedade e/ou de depressão?
  • Sentem que a alimentação influencia no bem-estar emocional também?
  • Já fizeram o teste de eliminar esses alimentos como uma das formas de tratar sua ansiedade e/ou depressão?

Deixem suas respostas nos comentários ou me mandem por email, caso não queiram se expor: dra_pri_marruda@yahoo.com.br =)

E se o post foi útil pra você ou se você acha que pode ajudar alguma pessoa querida, já sabe: compartilhe sem medo de ser feliz!

Uma vitamina que não é só uma vitamina!

VITAD

Ao longo da última década, tem sido finalmente reconhecido nos meios científicos que a deficiência de Vitamina D é uma pandemia que assola todos os redutos deste planeta.

E o principal motivo é a completa falta de percepção de que existe uma quantidade ínfima de Vitamina D presente na natureza e nos alimentos, insuficiente, portanto, para o atendimento das nossas múltiplas e complexas demandas metabólicas

O outro ponto importante é que as necessidades diárias requeridas para a completa suficiência metabólica do corpo humano se encontram em patamares muitas vezes acima dos níveis preconizados nas chamadas RDAs (recomended daily allowances).

As RDAs para a Vitamina D foram estabelecidas em 1963 pelo Instituto Americano de Medicina, quando inexistia, literalmente, qualquer suporte de evidências práticas ou científicas que ajudassem a definir quais seriam os níveis circulantes ótimos para a otimização da saúde, e não para o tratamento de uma doença ou comorbidade.

Desse modo, as doses que foram estabelecidas e validadas para o uso em adultos, eram mero empirismo, fato admitido pelo próprio instituto.

As doses foram baseadas em um modelo de doença, ou seja, a quantidade necessária para prevenção do raquitismo (300 a 400UI/dia), ao invés da quantidade necessária para a otimização da saúde, que são muitas vezes maiores.

Nos anos 60 a única consequência reconhecida em medicina de deficiência de Vitamina D era a Osteomalácia. Sendo assim, foi observado que a administração de 200 UI/dia era suficiente para evitar aquela condição.

(Michael F Holick, et al.
Vitamin D: Physiology, Molecular Biology and Clinical Applications 2013, Human Press)

Agravando ainda mais a situação, o diagnóstico laboratorial de deficiência de Vitamina D utiliza limites de referências obsoletas, que encontram-se muitos campos abaixo dos níveis circulantes ótimos requeridos para o atingimento da excelência metabólica.

Começando pela vida fetal, sabemos hoje que a deficiência intrauterina de Vitamina D encontra-se diretamente relacionada a doença hipertensiva específica da gravidez (pré-eclâmpsia), trabalho de parto prolongado, aumento da incidência de cesáreas e futuros distúrbios respiratórios na criança.

Durante a infância, a deficiência de Vitamina D está diretamente relacionada a incapacidade de atingimento da altura geneticamente programada, baixa densidade mineral óssea e aumento dos riscos de fratura na idade adulta.

Ainda durante a infância, a deficiência de Vitamina D constitui-se em um claro fator de risco para o diabetes tipo 1, esclerose múltipla, artrite reumatoide e doença de Crohn.

Em adultos, a deficiência de Vitamina D encontra-se intimamente correlacionada a incidência, dentre outras, das seguintes condições: osteopenia e osteoporose; 
câncer; 
doenças infecciosas; 
deficiência imunológica; 
doenças auto imunitárias; 
infarto; AVC; 
diabetes tipo 2.

Daí vocês me pergutam por que ela é tão idispensável para o perfeito funcionamento do corpo humano: simplesmente porque ela é um hormônio esteroide e não de uma vitamina + porque seus receptores estão presentes em TODAS as células, órgãos e tecidos humanos (sendo a maior quantidade encontrada nos ossos, fígado, cérebro, medula, sistema reprodutivo, timo, suprarrenal, hipófise e tireóide).

Principais funções da Vitamina D:

  • Absorção intestinal de cálcio;
  • Absorção de fósforo;
  • Importante cofator para a liberação pancreática de insulina;
  • Importante papel na síntese dos fatores de coagulação;
  • Importante papel no desenvolvimentos dos ossos e 
dentes;
  • Importante cofator para a fisiologia da tireóide;
  • Estimula a mineralização óssea.

Sua principal fonte nada mais é do que o sol, pois a produção dessa vitamina se dá por meio dos raios ultravioletas do tipo B (UVB), que ativam a síntese dessa substância. Além da exposição solar, que confere ao nosso corpo 80 a 90% da quantidade de vitamina que recebemos, podemos obtê-la também através da alimentação.

Principais Fontes Alimentares (em ordem decrescente de concentração):

  • Sardinhas
  • Salmão
  • 
Atum;
  • 
Camarão
  • Manteiga
  • 
Sementes de girassol
  • Fígado
  • Ovos
  • Leite
  • Cogumelos
  • Queijo
  • Um copo grande de leite contem 100UI.
  • Os derivados do leite contem concentrações praticamente inexistentes de Vitamina D.
  • Na prática, ainda que sejam ingeridos de forma diária, os alimentos fornecem aportes totalmente inadequados de Vitamina D.

Grupos de Risco:

  • Vegetarianos e intolerantes a lactose (que constituem a vasta maioria dos seres humanos), possuem níveis circulantes extremamente baixos de Vitamina D.
  • Idosos velhos (que convertem menos Vitamina D a partir da pele),
  • Obesos
  • Negros (altos níveis de melanina na pele reduzem e conversão natural).

Sintomas Clássicos de Deficiência:

  • Distúrbios do metabolismo ósseo
  • Raquitismo em crianças;
  • Osteomalácia em adultos.
  • Redução dos níveis séricos de calico e fósforo;
  • Aumento do risco de osteoporose;
  • Espasmos musculares.
  • Causas Clássicos de Deficiência:
  • Envelhecimento (menor síntese a partir dos raios solares);
  • Redução da absorção de gorduras (síndrome do cólon 
irritável);
  • Medicamentos (fenitoína);
  • Medicamentos bloqueadores da absorção de gorduras (orlistat);
  • Glicocorticoides sintéticos (prednisona);
  • Uso de protetores solares.

Causas Contemporâneas de Deficiência:

Migração populacional para áreas de latitude elevada: Ao longo dos últimos séculos tem sido registradas migrações de grupos populacionais para áreas mais frias, com menor incidência de radiação solar.

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Demonização do sol: defendendo o uso maciço de protetores solares, e advogando que a exposição ao sol está correlacionada com o câncer de pele.

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Redução da exposição natural a luz solar: A maior parte das atividades dos grandes centros urbanos envolve trabalho indoor em escritórios ou fábricas, transporte em automóveis ou coletivos e uso de roupas que cobrem vastas áreas de pele.

images-4Se você está fazendo reposição de Vitamina D não se esqueça de:

  • – Ingerir 2 a 3 litros de água por dia
  • – Eliminar a ingestão de leite e restringir a ingestão de laticínios

Se você ainda não está fazendo a sua reposição, consulte um médico antes de fazer uso de qualquer substância que contenha Vitamina D, principalmente se for em altas doses, pois existe uma situação clínica grave causada pela intoxicação de Vitamina D.

Vamos começar a falar de hormônios?

melatonSe você é um pouquinho mais antenado deve estar pensando: lá vem ela falar dos benefícios da melatonina para quem tem problemas com sono!

Mas dessa vez você errou!

Sim, a melatonina ajuda muito (muito mesmo) quem tem problemas de insônia, desde os casos mais leves atá os mais graves e também auxilia muito para aquelas pessoas que tem má qualidade de sono. Mas ela tem outros benefícios, que no meu ponto de vista são muito importantes tanto quanto o sono! E é sobre eles que quero falar um pouquinho aqui.

Ela é um hormônio secretado principalmente pela glândula pineal, produzido na escuridão e suprimido pela luz. Sua produção está diretamente ligada à presença da luz, ocorrendo no momento em que a luz incide na retina, fazendo com que o nervo óptico e as demais conexões neuronais levem até a glândula pineal essas informações. Por isso, para indução da sua melatonina a nível de hipófise é preciso estar em um quarto escuro e silencioso! O período em que ocorre sua formação compreende entre às 2h e 3h da manhã, em um ritmo de vida normal.

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Uma das suas principais funções é modular o ritmo circadiano do nosso relógio biológico (reduz a temperatura corporal e controla o ciclo dormer/acordar).

Sem a melatonina, a qualidade do nosso sono decai drasticamente, e nós não atingimos o estado de sono profundo, o que impede a secreção de hormônios importantes como o HGH, a insulina e principalmente, a leptina que trabalha com a nossa saciedade. No que isso tudo acarreta? O indivíduo não dorme direito, não descansa, não fortalece sua imunidade, não queima gordura e não ganha músculos, além de perder a memória mais facilmente e ficar com uma fome incontrolável. Essa condição clínica é chamada Melatopausa.

Os níveis de melatonina declinam com a idade, à partir dos 15 anos de idade numa media de 10 a 15% a cada década!!!

Receptores para melatonina tem sido demonstrados em praticamente todas as células e tecidos, por isso ela tem ganhado tanta importância nesses ultimos tempos.

fb3f56418cc579ba013d1ade87979e63     melatonina

Condições clínicas em que o uso de melatonina foi capaz de produzir melhora, recuperação ou cura :

  • Menopausa
  •  Andropausa
  • Tireoideopatias
  • Sistema imunologico
  • Colite ulcerativa Gastrite crônica Osteoporose Hipertensão
  • Hiperglicemia Diabetes Hiperlipidemia Hipercolesterolemia
  • Síndrome Metabólica
  • Trombocitopenia
Linfopenia
Atrofia da medula óssea
Imunodepressão induzida por vírus ou bactérias
  • Tecido Adiposo: A Melatonina é capaz de elevar a síntese de Glucagon e potenciar o seu efeito lipolítico, constituindo-se em um importante adjuvante no tratamento da obesidade. Além disso é capaz de modular a sensibilidade do receptor de Leptina, e, por conseguinte, reduzir sobremaneira o apetite e elevar o gasto calorico. Outro fator importante que a melatonina auxilia no tratamento da obesidade é que pore la ter receptors gástricos, é capaz de reduzir a necessidade de ingestão de alimentos em indivíduos obesos com hiperleptinemia e aumento da resistência à leptina 
 e é capaz de aumentar a percepção da necessidade de ingerir alimentos em indivíduos portadores de anorexia nervosa .
  • Envelhecimento : Aumento da quantidade e qualidade de vida em estudos com ratos; modulador do processo do envelhecimento através de ações nos sistemas anti-oxidante e imunológico; prolongou a sobrevida de ratos de 21,8(70y.o.) para 30,8(105y.o.) meses, preservando sua jovialidade  (Fonte: Dilman VM, Increase in the lifespan of rats following polypeptide pineal extract Exp Pathol 1979;17:539-45.78.
Pierpaoli W, Regelson W. Pineal control of aging: effect of melatonin and pineal grafting on aging mice. Porc Natl Acad Sci USA 1994;91:787-91)

A dúvida que surge na cabeça de todo mundo que l^algum texto defendendo que a melatonina é muito boa é sempre a mesma e não se assuste se isso estivesse também passando pela sua cabeça:

“Por que então os médicos não a estão prescrevendo ???”

E como sempre, as respostas são tão simples e óbvias que nem sequer pensamos nessas possibilidades:

  • Porque não se pode obter patente; porque imita com exatidão a fisiologia; porque é natural endógena; porque a maioria absoluta das pessoas desconhece; porque a maioria absoluta dos médicos e profissionais da saúde desconhece; porque a maioria absoluta das pessoas desconhece; porque não se pode obter patente dela aqui no Brasil e então não há interesse da indústria farmacêutica produzir, porque ela funciona e isso também gera um desgosto com a indústria.

É necessário procurar um médico que seja capaz de te ajudar com essa orientação e prescrição, visto que a automedicação pode trazer sim problemas mais sérios. Para vocês terem uma idéia, a dose de melatonina varia de 50mcg até 30mg.

Se você tem indicação de fazer uso da melatonina, siga essas orientações para se beneficiar mais dessa modulação:

  • Tomar 15 a 30 minutos antes de dormir
  • Ambiente totalmente escuro e silencioso
  • 
Início da ação – 20 a 30 minutos
  • Duração média de 4h – deep sleep
  • Reduzir a dose se tonturas ou cefaléia ao acordar

Espero ter ajudado um pouco! E não percam que durante essa semana vou falar sobre vários hormônios!