Dieta Paleolítica: Conceitos.

Imagine-se vivendo na Era Paleolítica, sem nenhuma máquina para agricultura, sem a indústria alimentícia e nem instrumentos para culinária…apenas comendo o necessário para ficar vivo!
Acho que você deve estar começando a entender onde quero chegar!

Comer quando sentir vontade, o quanto quiser, até se sentir saciado e não se preocupar com horários ou com a frequência das refeições.

Apesar de inspirada nos hábitos dos nossos antepassados e de suas práticas parecerem estranhas, aos olhos do modo moderno de se alimentar, os estudos clínicos modernos de mais alta qualidade demonstram que essas práticas “duvidosas” têm melhorado rapidamente diversos indicadores de saúde, a começar pela redução da gordura corporal.

Em geral, o foco da dieta em alimentos de alta qualidade (alta densidade nutricional), faz com que as funcionalidades e o equilíbrio hormonal ajam a favor do organismo. A partir deste equilíbrio, a compulsão por alimentos ruins reduz muito (doces, massas, etc), enquanto se percebe aumento da energia, disposição e emagrecimento em poucas semanas.

A ideia da dieta paleo é tentar reverter esta tendência de “evolução” do homem, ilustrada ironicamente:


A ideia base da dieta paleo (dieta paleolítica) é se inspirar na alimentação através da qual a espécie humana evoluiu pela maior parte da sua história (cerca de 99,5% do nosso tempo na Terra), até o surgimento da agricultura e, principalmente, após a explosão da indústria de alimentos (no século passado).

Segue uma reflexão baseada nas informações do excelente portal de Mark Sisson, um dos principais precursores do estilo de vida paleolítico, sobre a ideia por trás da dieta paleolítica:

Grãos e leguminosas não eram disponíveis antes da agricultura. Registros fósseis sugerem que a saúde humana sofreu um baque pós-agricultura, tanto quanto pôde-se deduzir do estudo dos ossos. Os agriculturalistas eram mais baixos, tinham mais cáries, cérebros menores e ossos mais frágeis que os caçadores-coletores. E a expectativa de vida também caiu. 

Óleos vegetais, xaropes de alta frutose, conservantes, estabilizantes, corantes, e coisas do gênero só foram disponibilizados com a indústria de alimentos, nos últimos 100 anos. 

Hoje, as pessoas são mais gordas, mais diabéticas e têm mais câncer e doença cardíaca do que as pessoas que viviam há mais de 100 anos, mesmo quando você leva em conta as diferenças de expectativa de vida (influenciada pelo desenvolvimento da medicina, condições de saneamento, etc.). A maioria dessas doenças são fortemente ligadas ao nosso estilo de alimentação e vida modernas.

Não deveríamos olhar com mais cuidado, de forma um pouco mais cética, para os alimentos que passaram a estar disponíveis para os seres humanos apenas nos últimos 10.000, 1000 e 100 anos? 

E, quem sabe, as carnes, peixes, aves, nozes e sementes, frutas, raízes e tubérculos, que estavam disponíveis para os caçadores-coletores por milhões de anos, possam, em verdade, ser bons para nós?

Eis que surge e cresce a cada dia a dieta paleo, ou dieta paleolítica (na verdade, um estilo de vida). 

Publicado por

Dra. Priscilla Machado Arruda

Priscilla Machado Arruda Médica | Endocrinologia | Nutrologia Medicina Preventiva e Integrativa. Qualidade de vida. 📪 pri_fmachado@yahoo.com.br I 👻 pricambs 🌍 Tianguá - CE

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