O que são? Para que servem?

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Os alimentos prebióticos são alguns tipos de fibras alimentares, que não são digeríveis pelas enzimas do trato intestinal, e que estimulam o crescimento de certas bactérias benéficas, como hifidobactérias e lactobacilos, que atuam como substrato específico para as bactérias probióticas.

Esses alimentos atuam igual às fibras alimentares, pois podem reduzir os níveis de colesterol sérico e até auxiliar em alguns tipos de câncer. Entretanto, eles não aumentam a viscosidade da solução, não alteram a mistura dos componentes alimentares no intestino delgado e, aparentemente, não se ligam aos sais biliares, como acontece com as fibras dietéticas.

Dentre as principais funções dos prebióticos, está a ajuda na manutenção da flora intestinal, a estimulação do trânsito intestinal, a contribuição com a consistência normal das fezes (prevenindo a diarreia e a constipação intestinal, por alterarem a microflora colônica propiciando uma microflora saudável), a colaboração para que somente sejam absorvidas pelo intestino as substâncias necessárias (eliminando o excesso de glicose e colesterol e favorecendo a diminuição do colesterol ruim e triglicérides totais no sangue), além de possuir efeito bifidogênico, que estimula o crescimento de bactérias que suprem a atividade de outras bactérias que são putrefativas, ou seja, que formam substâncias tóxicas.

É importante entender que, quando ingeridos, os prebióticos sofrem fermentaçã que estimula, por consequência, a estabilidade dos microorganismos produtores de ácidos orgânicos, principalmente os ácidos lático e acético. Estes compostos reduzem o Ph do lúmen intestinal e, em conjunto com outras substâncias antibacterianas e enzimas produzidas do trato gastrointestinal, inibem a proliferação de microrganismos nocivos. Sendo assim, os principais produtos do metabolismo dos prebióticos são os ácidos graxos de cadeia curta e os gases dióxido de carbono e nitrogênio.

Segundo um artigo da Revista Food Today de 2003, “não ter um equilíbrio bacteriano correto no intestino está associado a uma série de distúrbios, como o síndrome do intestino irritável, inflamação intestinal, cancro do cólon e gastro-enterite. Mudanças na dieta ou nos padrões alimentares, e o uso de antibióticos, podem ter um efeito nocivo no balanço da microflora intestinal”.

 

 

Publicado por

Dra. Priscilla Machado Arruda

Priscilla Machado Arruda Médica | Endocrinologia | Nutrologia Medicina Preventiva e Integrativa. Qualidade de vida. 📪 pri_fmachado@yahoo.com.br I 👻 pricambs 🌍 Tianguá - CE

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