Tireóide de Hashimoto

Trata-se de uma doença autoimune e acontece quando anticorpos atuam contra organismos que eles detectam como sendo idênticos a proteínas normalmente alergênicas que nós consumimos, como é o caso do glúten e da lactose (devido semelhança) que “lutam” contra a glândula da tireoide, atacando-a.
 
A presença de anticorpos contra a tireoide faz parte do seu diagnóstico e sua presença tem forte componente genético. Esses anticorpos provocam a destruição da glândula ou a redução da sua atividade, o que normalmente pode levar ao hipotireoidismo, por carência na produção dos hormônios T3 e T4.
 
Quando detectado precocemente é possível fazer com que haja redução dos anticorpos, e assim minimizem ou não ataquem a tireoide.
 
Se estiver em um quadro inicial pode ocorrer o hipertireoidismo, pois como há destruição das células tireoidianas, há grande liberação dos hormônios, e esses em grande quantidade, podem causar o hipertireoidismo inicial (muitos sequer tem essa sintomatologia e não percebem essa fase), mas logo se torna hipotireoidismo, pois começam a faltar células e hormônios com sua destruição! 
 
Alguns casos passam pela Tireoidite de Hashimoto sem nunca ter evoluído com hipotireoidismo.
 
A doença tem se revelado comum em algumas famílias, o que pode indicar um fator genético. Acomete também mais as mulheres do que os homens, e sua prevalência aumenta à medida que as pessoas envelhecem. 
 
Como não existem sinais e sintomas “típicos” da tireoidite de Hashimoto, a doença tem uma evolução lenta e só é possível detectar que você está com alguma coisa quando o hipotireoidismo está instalado.
 
Entre esses sintomas, está o cansaço excessivo, a depressão, a pele seca e fria, a prisão de ventre, diminuição da frequência cardíaca, decréscimo da atividade cerebral, voz mais grossa, mixedema (edema duro no pescoço), diminuição do apetite, sonolência, reflexos mais vagarosos, intolerância ao frio, ganho de peso, cãibras e alterações na menstruação e na potência da libido dos homens. Com a progressão da doença, os sintomas se agravam e a pessoa se sente cada vez mais cansada e com menos energia, apresentando também o aumento do tamanho da tireoide e, consequentemente, a formação do bócio.
 
A medicina tradicional assiste a atividade inflamatória e espera a evolução desta doença para o hipotireoidismo para iniciar a conduta de tratamento com reposição hormonal, mas entenda que ela é desencadeada principalmente por alimentos inflamatórios alergênicos como corantes, edulcorantes, glúten, lactose e outros, que provocam reações autoimunes estimulando os anticorpos e peroxidase contra a tireoide. 
 
Ou seja, você adoece por conta do que ingere, então se houve um aumento de anticorpos antitireoide, é hora de retirá-los da sua dieta! 
 
Corrija sua dieta, remova os alimentos inflamatórios, aumente o consumo de oleaginosas ou 200 mcg de selênio para coibir essa atividade anti-inflamatória dos anticorpos e, assim, é possível evitar a evolução para o hipotireoidismo após ter perdido muito tecido tireoidiano pela inflamação que foi assistida passivamente pela medicina convencional, sem ação preventiva.

Publicado por

Dra. Priscilla Machado Arruda

Priscilla Machado Arruda Médica | Endocrinologia | Nutrologia Medicina Preventiva e Integrativa. Qualidade de vida. 📪 pri_fmachado@yahoo.com.br I 👻 pricambs 🌍 Tianguá - CE

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