Doença de Graves

Comum em pessoas que estão com hipertireoidismo (excesso de produção de hormônios T3 e T4), a Doença de Graves é autoimune, ou seja, causada por um defeito no sistema imunológico em que as células e tecidos tireoidianos são destruídos pelos próprios anticorpos.
Sabemos que, cientificamente, não há razão para o sistema imunológico se comportar deste jeito, mas existem fatores de risco para que a Doença de Graves aconteça.
Este distúrbio ocorre principalmente em mulheres de 40 a 60 anos, mas histórico familiar, alterações da função imunológica, estresse, ingestão de iodo e ação de agentes infecciosos também entram como fatores que podem desencadear a  Graves.
Ela pode ocorrer tanto em sua forma normal quanto no tipo “Oftalmopatia de Graves”, que consiste em uma alteração na órbita do olho provocada pela disfunção na tireoide, e no tipo “Dermopatia de Graves” que afeta a pele, principalmente partes inferiores do corpo, como pernas e pés.
No caso da Oftalmopatia de Graves, as causas ainda não estão totalmente esclarecidas. Suspeita-se, no entanto, que os mesmos anticorpos problemáticos que atacam as células saudáveis da tireoide também atacam o globo ocular.
Os sintomas mais comuns para a Doença de Graves são ansiedade, tremor nas mãos, sensibilidade, perda de peso anormal, bócio, alteração no ciclo menstrual, disfunção erétil ou diminuição da libido, evacuações frequentes e palpitações. Sem contar, é claro, com o hipertireoidismo. 
Mas, ligado a Doença de Graves, este excesso de produção hormonal da tireoide é de fácil controle, ainda que haja um possível desenvolvimento de hipotireoidismo. 
O tratamento da Doença de Graves irá variar de acordo com a fase. Alguns fármacos podem ser usados para o controle sintomático  do hipertireoidismo e das oftalmopatias (que muitas vezes fazem com que o paciente recorra a cirurgias plásticas).
O tratamento da Doença de Graves pode exigir tanto a tireoidectomia, quanto a radioterapia por ingestão de iodo radioativo, que é captado pela tireoide e destrói parte de suas células foliculares. Como disse anteriormente, isto irá variar de acordo com a gravidade da doença.

Publicado por

Dra. Priscilla Machado Arruda

Priscilla Machado Arruda Médica | Endocrinologia | Nutrologia Medicina Preventiva e Integrativa. Qualidade de vida. 📪 pri_fmachado@yahoo.com.br I 👻 pricambs 🌍 Tianguá - CE

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